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“Edmond de Rothschild”e “Arkema” vencem a Route des Princes

1 route hpTendo partido de Valência, os MOD70, o Maxi 80 e os Multi50 da Route des Princes terminaram na baía de Morlaix, no passado dia 30 de junho à tarde, a volta à Europa dos territórios, cumprindo 2450 e 2310 milhas, respectivamente entre Espanha, Portugal, Irlanda, Inglaterra e França.


Em cada uma das classes, a batalha foi dura e foi preciso esperar pelo final da quarta etapa para encontrar os grandes vencedores da prova. Nos MOD70, foi o “Edmond de Rothschild” quem conquistou o título. Imperial nas inshores, o MOD70 francês fechou com chave de ouro a participação na primeira edição da Route des Princes, ganhando a última etapa. Do lado dos Multi50, coroa de louros para o “Arkema-Région Aquitaine”, de Lalou Roucayrol, depois de uma tremenda luta a três.
Foi espectacular entre três dos quatro Multi50 que participaram na Route des Princes. Todos tiveram direito ao seu momento de glória: primeira etapa para o “Arkema-Région Aquitaine”, segunda para o Actual, terceira e quarta para o “FenêtréA-Cardinal”. O Multi50 de Gilles Lamiré, “Rennes Métropole – Saint-Malo Agglomération”, começou o seu percurso iniciático, uma ocasião única de medir forças com os seus companheiros de classe.
A vitória da tripulação de Lalou Roucayrol deve-se à sua regularidade num multicasco construído pelas suas mãos. O skipper pode constatar todo o potencial do barco, especialmente à popa com vento médio. Ponto e meio separou-o do segundo, “FenêtréA-Cardinal” de Erwan Le Roux, que por sua vez tem igual vantagem sobre o “Actual” de Yves Le Blévec.
Foi intensa e disputada a luta nos MOD70. Se o “Edmond de Rothschild” foi absolutamente dominador nas inshore. Nas offshore, a história foi diferente. Duas vitórias para o “Oman Air-Musandam” que dificultou e muito o caminho para o triunfo de Sébastien Josse e da sua tripulação. Uma para o “Spindrift”, que acaba por ficar fora de “jogo” depois de um capotanço em Dún Laoghaire. Com Guichard arredado da corrida, restou a etapa final. Sidney Gavignet e a sua tripulação internacional tentaram tudo para que o “Edmond de Rothschild” não celebrasse em Roscoff mas, os franceses não falharam e assinaram o único triunfo em etapas, na mais decisiva das regatas.
Finalmente, o “Virbac-Paprec 70”, com três monstros sagrados da vela francesa a bordo, Jean-Pierre Dick, Vincent Riou e Roland Jourdain, não foram suficientes para andar entre os primeiros. No entanto, com a aprendizagem retirada desta volta à Europa dos territórios, prometem ser adversários temíveis no futuro.