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Portugal conseguiu aumento de 11% de quotas de pesca

1 mar hpPara Portugal, na reunião do Conselho Europeu que decorreu em 12 e 13 de Dezembro sobre as quotas de pesca, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, obteve deste Conselho para Portugal um aumento de 11%, do conjunto das suas quotas de pesca.
Foi assim atingido um novo máximo de cerca de 121 mil tons de peixe, um nível que ultrapassa mesmo os valores de 2005, quando se haviam conseguido quotas num montante recorde de 116 mil tons. 
Isto deve-se por ser reconhecido a gradual melhoria da situação global dos recursos pesqueiros que evoluem nas águas da UE em geral e principalmente nas nossas águas, que permitiram os resultados agora obtidos e que constituem a contrapartida pelos sacrifícios que foram sendo feitos pelos pescadores e armadores ao longo de anos de restrições. 
Em termos de espécies, podemos destacar o importante aumento das quotas de pesca de alguns peixes, com elevado preço médio na primeira venda, como o tamboril com mais 54%, o aumento de 10% nas raias, de 5% no lagostim e sobretudo o atum rabilho com mais 20%.
Outros aumentos de quota de pesca foram para a juliana, peixe apreciado como sucedâneo do bacalhau, que passou de 9 para 107 tons, a sarda que aumenta 14% e a do verdinho, peixe do tipo da pescadinha que aumenta cerca de 80%. 
Foi dada a possibilidade de pesca da raia curva, cuja reabertura foi conseguida no ano passado, com um aumento em 20%, ou sejam 14 toneladas, sendo necessário reforçar os estudos que demonstrem a viabilidade da sua exploração. 
No que respeitra ao bacalhau, obtivemos um aumento de 5% no conjunto das três quotas de pesca, sendo de destacar o aumento de 16% desta espécie a pescar em águas da Noruega. 
Em contrapartida a quota de pescada é reduzida em apenas 5%, em vez dos 34% que eram inicialmente propostos pela Comissão Europeia, e muito acima das capturas médias nacionais do último triénio. A pescada é quase na sua totalidade um negócio dos franceses e espanhóis. Para os pescadores portugueses fica apenas 10% da quota de França e 12% da Espanha.atumrabilho
No caso do biqueirão foi conseguido um aumento de 18% da quota havendo ainda o compromisso da Comissão de rever o TAC e as quotas, de forma intercalar, em 2017, na sequência do novo parecer científico, no caso de o mesmo o permitir, como tudo indica. De notar que se trata igualmente de uma espécie de elevado valor económico e que representa um acréscimo de oportunidades para a pesca do cerco.
 
Apenas os peixes areeiros baixam 26%. 
Em termos de valores médios de primeira venda o aumento de Quotas de pesca agora obtidos representarão, se forem integralmente utilizadas pelo nosso setor das pescas, um aumento de cerca de 11 milhões de Euros face ao ano em curso, atingindo um valor global de cerca de 182 milhões de Euros.