Lagoa de Santo André abriu-se ao Mar

1 andreTodos os anos, a tempo de receber a Primavera, a lagoa de Santo André, tal como a vizinha de Melides e outras pelo país, é aberta ao mar. A operação, que decorreu na lagoa do concelho de Santiago do Cacém, destina-se a melhorar a qualidade da água e a renovar as espécies.
A tradição repetiu-se, mas com um detalhe novo, marcado, obviamente, pelas restrições relacionadas com o controlo da pandemia: ao contrário de outros anos, em que muitas centenas de interessados acorrem ao local para assistir aos trabalhos, não houve público. Para “evitar aglomerações de pessoas”, o acesso ao local da intervenção foi “limitado exclusivamente aos operacionais relacionados com a mesma e às viaturas de serviço e de emergência”, indicava o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). 
Foi assim, sem a multidão que habitualmente se juntava nas margens do canal para assistir ao espectáculo da natureza, como refere, por seu lado, a autarquia local, que se cumpriu a operação, destinada à renovação do sistema lagunar de extrema importância para o habitat das várias espécies que aqui vivem. A lagoa é também, sublinha-se, importante para a comunidade piscatória e toda a actividade económica que resulta da pesca.
A escolha desta época do ano está associada ao equinócio da Primavera, com marés de grande amplitude que permitem renovar as massas de água que entram nas lagoas, melhorar a qualidade da água e contribuir para a manutenção da fauna”, como explicava, no ano passado, a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, integrada na Agência Portuguesa do Ambiente.
Esta última entidade é responsável pelo processo ao lado do ICNF e da Polícia Marítima.